7 de janeiro de 2014

Possuis a roupa ou a roupa possui-te?

A roupa é isso mesmo, roupa. Pedaços de tecido que por vezes nos fazem crer que possuimos algo que nos eleva. 
Se é verdade que tudo o que fazemos e usamos diz muito sobre nós, a roupa não é excepção. Mas mais importante que aquilo que vestimos é a nossa identidade, o nosso BI. A isso chama-se "Estilo"!

Muita gente confunde estes dois conceitos: moda e estilo. 
Eu detesto moda. E há modas que deviam dar direito a pena de prisão. Fazem mal aos olhos e aliciam quem julga que usar o que está na moda basta, sem precisar de se ver ao espelho.

Conto pelos dedos de uma mão as peças de roupa que comprei neste ano que passou. E se contar com as que me foram oferecidas uso a outra, mas ainda me sobram dedos!
Metade dessas compras são infelizmente por necessidade devido à minha profissão. No entanto, para contornar essa necessidade aposto em peças com melhor qualidade. Não compro por impulso, nem com duvidas. 
Comprovei que compensa muito investir numa boa peça de roupa/sapatos/acessórios e possuir apenas uma, que ter o roupeiro cheio de trambolhos desbotados, sem graça, com maus acabamentos. Cansei de pagar por uma peça que depois de lavada parece que já foi usada uma estação inteira. 
O que é bom dura! E pode fazer por nós e pela nossa aparência, milagres.
Custa pagar mais caro? Custa. Mas no fim poupa-se, porque o preço dessa peça é o mesmo das quatro peças de fraca qualidade que se passeiam pelo chão do roupeiro.

Pode fazer confusão aos outros (e ao principio também me deixava duvidas), o facto de ter menos peças e por sua vez repeti-las com mais frequência. Pode dar a sensação que andamos sempre a vestir a mesma roupa. Mas eu não me importo!
Se eu tenho apenas roupa de que gosto, se essa roupa é de boa qualidade e se sinto que me fica bem, eu tenho sempre vontade de a vestir. Acaba-se o velho dilema de "NÃO TENHO NADA PARA VESTIR". Com menos roupa visto-me muito mais rapidamente, e sinto-me muito mais bonita.

Quero lá saber se as pessoam pensam que eu ando sempre com as mesmas botas, ou se só alterno entre dois casacos. Não me interessa porque essas botas são as botas que eu adoro, que eu comprei sem duvidas, porque são boas e duraram-me a estação anterior e esta (e provavelmente a proxima). Quero lá saber se só alterno entre o casaco preto e o castanho, e se não tenho um roxo para combinar com a peça X e um verde para condizer com a Y. Os meus casacos preto e castanho ficam bem com todas as outras peças e são os casacos que eu escolhi para tal. São os meus casacos perfeitos, escolhidos sem aquele torcer de nariz ao pormenor X ou Y. 
São as peças que eu vou sempre querer vestir. Esse é o segredo.




17 de dezembro de 2013

Quando carregamos um "cão" nas costas

Para quem ainda não viu...
Uma perfeita descrição e ilustração, de um estado de espírito que atormenta muita gente em alguma fase das suas vidas.


26 de outubro de 2013

1 ano sem carne

Faz hoje um ano que deixei de comer carne. Yei!
E tudo se mantém da forma que expliquei AQUI no post anterior sobre o tema.


As perguntas que me fazem com mais frequência são:

Não comes carne? És vegetariana!
Não, eu como peixe.

Não comes carne porquê?
Por questões de saúde, por questões ambientais e pelo sofrimento animal que por sua vez tem impacto no primeiro ponto (a minha saúde).

Estás numa transição para te tornares vegetariana?
Hoje não tenho qualquer pretensão em me tornar vegetariana, mas amanhã não sei. Bem como não sei se algum dia voltarei a comer carne. 
Como não sei, não penso nisso.

Não sentes vontade de comer carne?
Sinto saudades do sabor de alguns pratos que se cozinham normalmente com carne, mas não da carne.
Por exemplo: ficaria satisfeita se tivesse oportunidade de comer um(a) "hamburguer"/"bifana" com todos os molhos e restantes ingredientes, se pudesse substituir a carne por um hamburguer de aveia e nozes por exemplo, ou uma fatia de seitan temperado da mesma forma.
Mas sabendo que aquele prato tem carne, não sinto vontade alguma de o comer. Blherk!

Faz-te confusão que coma carne à tua frente?
Absolutamente nenhuma. Respeito as preferências dos outros da mesma forma que exijo que respeitem a minha.

Tens que tomar suplementos vitamínicos, certo?
Tomo vitaminas pelo menos uma vez por ano, da mesma forma que fazia quando comia carne. 
As analises de rotina, também não revelaram nada de diferente.


Resumindo, esta minha decisão continua a deixar-me feliz. E ficaria mais feliz se ao partilhar a minha experiência, sensibilizasse outras pessoas para que pensem neste tema e pelo menos reduzam o consumo de carne. Se todas as pessoas o reduzissem para metade, resolveríamos grande parte dos problemas originados pelo seu excessivo consumo. 

Informem-se e escolham com consciência.


25 de outubro de 2013

Viver à troca!

Fiquei fascinada com a Andresa Salgueiro, desde que comecei a conhecer o seu estilo de vida.
Ela basicamente "vive à troca" e isso tornou-a uma pessoa mais consciente relativamente ao seu consumo.

Adorei este post, em que ela relata como procedeu numa situação em que tinha viajado e se esqueceu do carregador do telemóvel em casa. 
Sem pensar duas vezes, o nosso primeiro impulso seria comprar um novo. Para a Andresa já não é assim.


Hoje muito por causa do minimalismo, eu sou um pouquinho (e digo um pouquinho, porque comparada com a Andresa não faço nada) mais parecida com a Andresa. Antes de comprar alguma coisa, penso sempre em alternativas. Pedir emprestado, comprar em segunda mão, comprar num modelo mais amigo do ambiente, etc.

Lembro-me que quando era mais pequena não possuíamos tantos carros. Hoje é normal cada elemento da família ter um carro, às vezes mais. Era normal pedir-se/dar-se boleia a amigos e vizinhos. Andava-se mais a pé também. 
Todos os dias várias pessoas deslocam-se de carro para um determinado sitio. Cada uma no seu carro, com espaço para mais 4 pessoas. É um desperdício. 
Sei que existe um site - genial - onde se podem combinar baleias para quem se desloca diariamente para um local. Poupando assim dinheiro e protegendo um pouco mais o ambiente.
Podíamos ter isso em conta mais vezes, até para deslocações esporádicas ou para outro tipo de coisas.

Há dias precisava deslocar-me a um local e pensei perguntar no Facebook se havia alguém que naquele dia se deslocasse de carro até ao local onde eu precisava ir, e assim me pudesse dar boleia. Mas não o fiz!
Na verdade, mais tarde acabou por não ser preciso fazer aquela viagem, mas o facto de não ter feito a pergunta prendeu-se com outras questões.
Apesar de achar que não me preocupo muito com o que os outros pensam do meu estilo de vida, dei por mim a pensar que para algumas pessoas, esse pedido seria sinonimo de alguma fragilidade da minha parte. 
Depois dei conta que esse estúpido preconceito, é a razão pela qual as pessoas preferem comprar em vez de procurar outras alternativas. (Já nem vou falar de quem tem mesmo o prazer em ostentar.)

Quero muito quebrar essa ideia, parar com os preconceitos em pedir emprestado, e já vou pedindo algumas vezes através do Facebook e directamente a algumas pessoas. 
Não se trata de ter ou não dinheiro para pagar gasolina ou pagar uma viagem num transporte publico. Não se trata de ter ou não dinheiro para comprar um livro na livraria ou pedir emprestado a um amigo/biblioteca.
Trata-se de reaproveitar, de não esgotar recursos desnecessariamente e por sua vez poupar o ambiente. 


Mais alguém costuma ter como primeira hipótese pedir emprestado em vez de ir logo comprar?


18 de outubro de 2013

(mente)morfose no Etsy

Finalmente criei a minha loja (mente)morfose na Etsy, onde posso partilhar algumas das minhas ideias e criações.

Eu adoro o Etsy, é um site fantástico que promove artistas muito talentosos. Passo horas a deliciar-me com projectos e criações MARAVILHOSAS. 
Já comprei por lá algumas coisas e considero o processo muito seguro, embora cada loja tenha um responsável diferente. No final é possível avaliar a loja e todo o processo de compra, atribuindo assim uma avaliação, que nos permite conhecer a sua idoneidade da loja. Tal como no ebay, por exemplo.

A criação da minha loja era algo que desejava fazer há muito tempo e que deu algum trabalho. Mas no final, fiquei feliz com o resultado.

Neste momento ainda só tenho ofertas que se relacionam com a próxima época festiva, o Halloween. No entanto, tenciono adicionar brevemente mais criações pois tenho mil outras ideias em mente.

Visitem e se gostarem adicionem aos favoritos: https://www.etsy.com/pt/shop/mentemorfose

17 de outubro de 2013

Melhorar a qualidade do sono

Existem cada vez mais pessoas a sofrer de distúrbios relacionados com o sono. 
Nas conversas que vou tendo com os meus amigos, reparo que alguns acham que essas situações são passageiras, atribuem o problema a um stress do momento, mas não notam que o problema se vai arrastando. Outros reparam no problema conseguindo identificar algumas potenciais causas, mas não tomam iniciativas para mudar ou não sabem como começar a fazê-lo.

A qualidade do meu sono também diminuiu se a comparar com a qualidade de alguns anos atrás. 
O meu maior problema são a quantidade dos sonhos que não me permite descansar bem. Sonho bastante e isso torna-se muito desgastante, pois sinto que nunca descanso totalmente. Há noites em que sonho tanto e o sono é tão superficial, que quando acordo consigo lembrar-me de tudo o que sonhei. É como se a minha cabeça nunca "desligasse".
Para além disso, eu demorava imenso tempo para adormecer e isso era frustrante.
Por essas razões, mudei alguns hábitos que vão para lá dos mais óbvios (como uma boa alimentação, exercício físico regular, etc...), e posso afirmar que melhorei em poucos meses.
Como sei que este é um problema que atinge muitas pessoas, partilho aqui algumas dessas mudanças.


2 a 3 horas antes de nos deitarmos, devemos começar a pôr em pratica um ritual de sono
Esse ritual consiste essencialmente em nos prepararmos para o descanso, fazendo actividades pouco estimulantes tanto física como mentalmente. 

1 - Diminuir a exposição à luz - Luzes brancas são bastante estimulantes, pois simulam a luz natural. O cérebro assume que ainda é dia e não prepara o corpo para dormir. 
Assim, à noite eu diminuo a quantidade de luzes nos ambientes em que me encontro. Preferindo luzes mais amarelas e menos intensas. A chamada "luz a meio gás".

2 - Ficar offlineNós temos o computador, o tablet e o smartphone que são ferramentas maravilhosas mas muito estimulantes e viciantes. Mantermo-nos afastados delas durante o Ritual do Sono é muito importante.
Eu noto diferenças significativas quando fico até tarde no computador ou pior, quando o deixo para ir de imediato para a cama. 
Quando eu fazia isso com frequência, eu ficava imenso tempo (às vezes uma hora) para conseguir adormecer, pois o meu cérebro estava demasiado activo com todas as imagens, cores, jogos, e informação que tinha estado a recolher no computador. 
Hoje ainda peco algumas vezes, mas tenho vindo a contrariar bastante este hábito. Ter mudado este aspecto foi o passo mais importante e aquele que mais contribuiu para a qualidade do meu sono.

3 - Desligar a mente - Esta é a hora perfeita para praticar actividades pouco dinâmicas, ou como eu gosto de lhe chamar: Estupidificar a mente! 
Assistir televisão (moderadamente) ou ler podem ser boas hipóteses, desde que os temas sejam leves, pouco estimulantes e divertidos. 
Assistir novelas, reality shows ou similares é um bom exemplo. Não vejo mal algum nisso e podemos usá-los em nosso beneficio neste caso. 
Assim, passei a deixar os filmes/séries ou livros com temas "pesados" e mais elaborados, para outras horas do dia. E guardar os mais leves para descontrair e preparar o sono.

4 - Bom ambiente no quarto - Todos sabem que um quarto arejado, arrumado e pouco carregado de objectos é meio caminho andado para dormir bem. Mais uma vez, o minimalismo mostra-se um bom aliado. 
Para além disso, manter o quarto livre de aparelhos electrónicos ligados à corrente é igualmente importante. Este é um dos primeiros conselhos dados por profissionais da área (por exemplo da clinica do sono).
Por isso, tirei alguns aparelhos electrónicos do meu quarto e desligo sempre da corrente os que tenho. 
Só ainda não consegui desligar o telemóvel, porque uso-o como despertador (mas jamais o deixo a carregar no quarto durante a noite). Pensei em substitui-lo por um despertador a pilhas mas desisti da ideia rapidamente, pois isso implicaria adquirir mais um objecto que ainda por cima tem uma função tão limitada.
O ideal seria não ter nenhum aparelho electrónico no quarto. Mas para quem partilha a casa com outras pessoas, como é o meu caso, e cujos hábitos e estilos de vida não são compatíveis, este torna-se o único espaço pessoal. Dessa forma, devem procurar dar pequenos passos em prol da vossa saúde e bem estar.

5 - Cama confortável - Por causa da minha sinusite, fui aconselhada por um médico a dormir com a cabeceira mais alta que o resto da cama. Para isso, eu coloquei uma almofada por baixo do colchão, para me manter com a cabeça mais alta que o resto do corpo. Durmo melhor assim porque me alivia as dores de cabeça devido à sinusite, mas não só. Passei a adorar esta posição para dormir. Sinto que fico muito mais confortável e adormeço melhor.

Estas foram as 5 principais mudanças nos meus hábitos que contribuíram para melhorar o meu descanso.
Agora durmo melhor e embora ainda sonhe mais do que o desejável eu sinto que descanso mais. 
O que mais gosto é que adormeço rápido, deito-me e acordo mais cedo, e tudo sem esforço. 

Mais alguém tem hábitos que considere fazerem a diferença na qualidade do sono?

11 de outubro de 2013

Relativizando

Faz quase três semanas que vivi um dos piores dias da minha vida. 
Fui às urgências do hospital, pois estava com dores de cabeça diárias há quase 2 semanas, que não passavam com medicação. Estava a terminar um antibiótico que me haviam receitado anteriormente para essas dores, supondo que seriam provocadas por uma sinusite.
No hospital fiz dois RX que nada revelaram e por descargo de consciência resolveram fazer uma TAC. 

Depois de uma longa espera, uma medica chamou-me ao gabinete e disse-me: "A TAC revela que você tem uma lesão no cérebro e isso justifica as suas dores de cabeça. Vou chamar um neurocirurgião para a examinar e provavelmente terá de ficar já internada."
Primeiro fiquei sem reacção. Na minha ingenuidade eu só imaginava uma lesão parecida a um corte e pensava: "mas eu não bati com a cabeça!!". Depois comecei a senti que interiormente estava a entrar em pânico, mas não conseguia exteriorizar nada, até perguntar: "mas é grave?" - e só quando a médica respondeu: "não é possível saber já, pode ser benigno ou maligno", é que me caiu a ficha e eu entendi de que tipo de lesão ela estava a falar.

Quando saí do gabinete eu queria caminhava mas parecia que não estava a fazê-lo suficientemente rápido. Eu queria contar ao meu namorado e a voz parecia que não saía, como nos sonhos. Parece tudo muito cliché mas foi mesmo essa a percepção que tive. 
Prepararam-me para ficar internada e fiquei em fila de espera para ser levada para a neurocirurgia e para fazer outros exames. Não sei ao certo quanto tempo assim fiquei. Umas duas horas, acho. 
Durante esse tempo passaram imensas coisas pela minha cabeça (literalmente neste caso!) e eu só tinha vontade de chorar. 

O neurocirurgião chegou e pela forma como me abordou - ele falava baixo e tão pausadamente - parecia que me estava a preparar para a pior noticia do mundo. Só me tranquilizou quando me explicou que aquele tipo de tumores são benignos e que apesar do tamanho ser significativo, não está suficientemente grande para comprometer outras partes do cérebro, nomeadamente aquelas que controlam toda a área hormonal, a visão e outras. 
Fui liberada nesse dia com o compromisso de me deslocar ao hospital uns dias depois para uma consulta e marcação de mais exames.
Foi-me dito também que as dores de cabeça que eu tinha não pareciam ser de todo originadas por aquele problema. Ou seja, havia mais qualquer coisa.

Saí do hospital já de madrugada, com uma estúpida e efusiva alegria. Como se me tivesse saído a sorte grande! Irónico no mínimo. 
Nos três dias seguintes, foi o inferno. As dores continuavam, a medicação que me tinha receitado fazia-me vomitar como se não houvesse amanhã e emocionalmente sentia-me um trapo. 

Marquei exames médico, mais precisamente uma ressonância magnética, analises hormonais, e um exame neuroftalmológico. As analises consegui fazê-las logo mas os restantes exames foram marcados com uma lista de espera de 3 e 8 semanas. Sistema Nacional de Saúde no seu melhor. Ora, tendo eu dores diárias que por vezes não me permitiam levantar da cama ou abrir os olhos, esperar 3 e 8 semanas para saber o que se passava é no mínimo... penoso?
Acabei por fazer o exame no privado e em desespero. 
O exame acabou por não revelar muito mais para além daquilo que já havia sido descoberto na TAC, mas como um mal nunca vem só, a ressonância revelou que tenho também um quisto, perto do nariz e que esse sim deverá estar na origem das fortes dores de cabeça.

Emocionalmente sinto-me bem melhor, entretanto as dores também passaram e isso é o que mais me motiva. Estava a ficar debilitada com tanto mau estar e medicação.
Ainda não sei o que vai ser feito para que eu fique bem. Estão várias opções em cima da mesa que passam por radioterapia, medicação e/ou operação. 

De repente parece que tudo tomou um sentido diferente, e enfrentar o facto de que não somos imortais, assim de tão perto, é assustador de tão real. 
De repente os dias ficaram mais bonitos, torna-se impensável fazer o que não quero, ou deixar alguma coisa por dizer. Acho que tenho experienciado pedaços de felicidade com muito pouco, e eu adoraria que as coisas se mantivessem assim. 

30 de setembro de 2013

O que é o Mindfulness? #3

Quando somos crianças sentimos mais com o corpo. Há até estudos que indicam que se os adultos experienciassem as emoções com a mesma intensidade que uma criança, não aguentariam. Como as crianças não têm capacidade para processar as emoções intelectualmente, elas nunca são compreendidas na sua totalidade, mas fortemente sentidas. Num adulto, experienciar essas emoções com a capacidade de as processar mentalmente seria muito violento. Não é por acaso que grande parte dos traumas acontecem quando somos crianças.
Quando crescemos aprendemos a usar mais a cabeça que o corpo, e deixamos de estar atentos e saber ouvi-lo. 
Como corpo e mente andam de mãos dadas, o mindfulness/meditação trabalha a mente colocando-a em sintonia com o corpo.

Dores físicas ou ate mesmo ataques de pânico,  apesar de serem penosos e desagradáveis, têm como objectivo ajudar-nos. É um aviso do corpo para nos mostrar que já não aguenta mais, que está cansado, que a forma como o temos tratado o está a debilitar. 
Pessoas com emoções fortes reprimidas, têm tendência a ficarem mais doentes e com dores físicas sem explicação aparente. 
Tomar consciência dessas dores, através da meditação ajuda a libertar essas emoções. São como nós que se desatam. Libertando emoções e aliviando sintomas indesejados como dores.

Quando temos uma dor o nosso impulso é querer ignorá-la. Distraímo-nos com outras coisas para não nos forcarmos na dor. Depois, quando a dor já nos massacrou tanto, sentimo-nos irritados. Essa irritação só nos prejudica, aumentando a tensão no corpo e a dor. 
Na meditação a ideia é focarmo-nos na dor até onde nos for possível. Observá-la. 
(Obviamente que nao me refiro a dores demasiado fortes, em que é necessário o uso de medicação urgente, como antibióticos por exemplo. Haja bom senso!!)
Em vez de ignorar ou frustrar-se com essa dor, a meditação incentiva a que olhemos para ela com atenção  curiosidade e bondade. Fazendo a distinção do que é a dor real física - aceitando-a - e aquela que é gerada pela tensão que criamos em volta. Aliviando assim a dor num todo.

Nas ultimas semanas, tenho tido muitas oportunidades (infelizmente), de testar este exercício a propósito das dores. Posso dizer que resulta e que sinto alivio quando estou mais aflita. 
Sempre que a frustração vem eu penso em revertê-la, olhando para a situação e observando-a com bontade e compaixão pelo meu corpo.

Afinal, ao contrário que eu julgava ao inicio, meditar muito fácil e realmente vantajoso.



29 de setembro de 2013

Aviso aos navegantes

Estive muito tempo ausente ainda quando escrevia no antigo blogue, pois de repente deixei de sentir vontade de lá escrever. Como se de um dia para o outro nem me lembrasse sequer que o tinha.
Uns meses depois, voltou a necessidade de ter um espaço onde pudesse continuar a exorcizar pensamentos, partilhar vivências e trocar ideias. Mas quando voltei, percebi a razão pela qual me tinha ausentado. Aquele espaço (blogue) estava a precisar de uma lavagem profunda. 
Pensei em apagar coisas mais antigas e deixar aquilo que queria manter (que eram essencialmente os posts mais recentes), mas rapidamente percebi que isso não fazia sentido, não era justo! Daí ter sentido necessidade de começar de novo numa nova morada. Aqui!

Comecei cheia de ideias e pensamentos bem definidos relativamente aos temas que iria aqui abordar. Mas mais uma vez percebi que não podia ser assim tão rígida. Não posso simplesmente estipular que só irei abordar determinados temas, ou ser mais séria, porque assim não seria "o meu blogue". Para mim, só faz sentido escrever se as coisas forem genuínas e se eu "me partilhar" aqui verdadeiramente. E eu, como todas as pessoas, somos um mundo de coisas diferentes.

Mais uma vez tenho estado um pouco ausente, mas desta vez por outras razões. Tenho estado doente e principalmente desde o ultimo fim de semana que a minha rotina se alterou um pouco. Fiz alguns exames médicos e descobri que tenho um problema de saúde um pouco mais grave que aquele que esperava. Uma daquelas situações que nos fazem pôr tudo em causa e que achamos que só acontecem aos outros.
Ainda não sei muitos pormenores sobre o que irá ser feito para reverter a minha situação. Terei que fazer mais exames, cujo tempo de espera é longo demais para quem está nesta situação.

Tenho pensado em muitos assuntos para partilhar aqui, mas como referi, a motivação e as dores por vezes falam mais alto. No entanto, quero fazer um esforço por continuar a fazer algo que gosto tanto, que é escrever e trocar ideias.

Obrigada àqueles que deixam mensagens de agrado, isso motiva-me.
Obrigada àqueles que me visitam.

Até já!

16 de setembro de 2013

"Menos é Mais"

"Não percebo porque há pessoas que querem ter muitos leitores no blog se o blog não lhes dá dinheiro. O que nos move ou é amor ou é interesse e se não ganhamos nada com isso então é querer ser amado que nos move. Prefiro bons a muitos amantes, uma selecção de amigos a um mar de gente indiferente."

13 de setembro de 2013

Sacos de Plástico vs. Eco Friendly

A Lupa de Alguém é o blogue da Ana Bela, onde ela partilha as suas experiências do dia a dia enquanto operadora de caixa de supermercado. 
Eu gosto de o acompanhar porque me faz rir. Outras vezes faz-me só ficar ainda mais indignada. Mas a forma leve como ela descreve as situações com os clientes, acaba sempre por me fazer voltar e querer ler mais.

Um dos temas mais abordados é o dos sacos de plástico! Mais precisamente a "fome" de sacos de plástico que os clientes têm. 
Fico feliz por saber que a Ana Bela enquanto "fornecedora" desses malditos sacos, tenta consciencializar as pessoas relativamente ao seu uso abusivo. Mas por outro lado, entristece-me saber que a ignorância ainda ganha demasiadas vezes. 

Eu defendo de que os sacos de plástico devem ser pagos em todos os supermercados. Pois evitava este tipo de situações.

Eu passei a guardar os poucos sacos que tinha e reutilizá-los sempre que vou ao supermercado. 
Dobro-os desta velha forma e quando os desdobro parecem sempre novos, nada de amachucados e aspecto usado.
Quando os poucos que tenho ficarem inutilizados penso comprar sacos mais resistente que não seja de plástico, para trazer sempre comigo.


Mais alguém se preocupa em reutilizar os sacos? 

11 de setembro de 2013

O que ganhei com o Minimalismo

Desde que comecei a estudar e a aplicar o minimalismo no meu estilo de vida, muitas coisas mudaram. 
Ainda não estou perto do que considero ideal, mas passo a passo vou caminhando nesse sentido.

Então o que mudou?

- Livrei-me de vários objectos inúteis (pelo menos para mim);

Em troca ganhámos todos uma biblioteca municipal um pouco mais rica - doações. E ganhei também algum dinheiro, que contribuiu bastante para a aquisição de um smartphone que ajudou a simplificar muitas tarefas.
Ganhei espaço.

- Livrei-me de mais de metade da minha roupa, malas e sapatos;

Ganhei mais tempo: menos indecisão na hora de me vestir, menos roupa para lavar e passar.
O ambiente também ganha e agradece.

- Ganhei mais consciência ecológica;

Sempre fui muito sensível a estas questões, embora pouco fizesse para diminuir a minha pegada. Hoje faço mais, mas ainda estou a léguas do ideal. Passo a passo.

- Descobri da forma mais natural, que a aquisição de coisas inúteis não traz felicidade;

Pondero todas as compras que faço e nunca mais comprei por impulso. 
Não compro coisas que não tenham funções suficientemente importantes para vir ocupar espaço na minha casa. Não compro só porque é bonito - a menos que sejam objectos de decoração e que goste MESMO muito deles (o que é raro).
Ganhei eu e o ambiente.


No geral, sinto que ganhei Liberdade.

10 de setembro de 2013

Massa de Legumes

Eu gosto muito massa, e esta combinação com legumes é divinal.

Ainda não descobri exactamente o que lhe dá um sabor adocicado, mas talvez a combinação do tomate, pimento e cebola.
É rápido, simples e vegan!


Massa esparguete / Tomates (no mínimo 2 ou 3) / Pimento vermelho e verde / Cebola grande / Cenoura / Seitan / Gengibre / Canela / Nozes

Cozo a massa esparguete com água, sal e um fio de azeite. 
Junto também alguns especiarias. Costumo usar umas da Margão já especificas para massas.

Para tirar a pele do tomate, uso o velho truque da água quente/água fria. 
Faço um corte em forma de X no tomate e depois coloco-o dentro de um recipiente de água acabada de ferver. Deixo-o dentro de água alguns minutos, para ficar meio cozido. Depois tiro-o da agua quente e coloco-o em água fria. Assim fica fácil tirar a pele com o auxilio do corte em X.

Tempero o seitan com molho de soja e um pouco de gengibre.
Refogo a cebola, cortada em "petalas", numa wok. (Muuuita cebola! Nham~~)
Depois de a cebola ficar transparente junto os tomates cortados em pequenos pedaços e um pouco de canela em pó.
Depois de deixar o tomate reforgar um pouco com a cebola, junto os restantes legumes.
Quando cozida, junto a massa ao preparado de legumes e envolvo tudo.
Vou mexendo durante uns minutos e só depois retiro do lume. 

Uma deliciosa massa de legumes, com um suave sabor adocicado de comer e chorar por mais.
Enjoy.


29 de agosto de 2013

O que é o Mindfulness? #2

Quanto mais aprendo sobre Mindfulness, mais certeza tenho que esta é ferramenta perfeita para a vida.

No post anterior eu referi uma das formas de praticar Mindfulness, que é a Informal. Ou seja, não é escolhido um momento do dia para parar e praticar, mas sim usar as tarefas do dia a dia como pretexto para o pôr em pratica.
A prática Formal, é precisamente a contrária. A pessoa deve parar alguns minutos, sentar-se/deitar-se e ficar focada no seu corpo e na sua mente. Uma espécie de "Scan do Corpo" e da mente como referi «neste post».

Jamais se deve confundir Mindfulness com Relaxamanto.
Relaxamento tem como objectivo relaxar, como o próprio nome indica. Com exercícios que deixam menos tenso o corpo.
O Mindfulness tem como objectivo manter-nos presentes e observar todas as experiências que o nosso corpo e o espaço em volta nos oferece. Para que possamos viver plenamente, sem ansiedade. 
Se o exercício trouxer momentos de relaxamento óptimo, se não trouxer, óptimo também porque o objectivo é OBSERVAR!

Não devem ser esperados resultados imediatos. É no decorrer dos dias que se sente a diferença.
Por exemplo, quando pratico logo de manhã e o faço diariamente eu sinto que o meu dia corre muito melhor. É quase inacreditável a diferença que faz. Fico muito mais focada nos acontecimentos presentes. Evito acidentes porque estou muito mais atenta, não ando a bater pelos cantos completamente aérea como era costume meu!, consigo perceber mensagens subtis em diálogos do dia a dia e sinto-me mais confiante na hora de responder e agir. Estou muito mais ligada ao meu corpo. É como se ele estivesse a falar também. E isso é fantástico.
Já disseram algo que pareceu que não foi dito só da boca para fora? Como se as palavras viessem mesmo do interior? Como se o corpo tivesse falado e apenas a boca reproduzisse? É o mesmo.

Já vos aconteceu manterem um diálogo com alguém menos bem intencionado, que vos causou desconforto, mas que no momento da conversa não conseguiram perceber a real intenção da pessoa? E só horas depois, ou até dias depois, é que percebem que aquela pessoa vos estava a despejar o seu lixo e que o seu discurso era tóxico? 
Isso acontecia-me muitas vezes. Aconteceu na minha vida vezes demais. Aliás, permiti isso durante anos sem ter noção de tal.
Pois o Mindfulness tem o objectivo de reverter esse estado de névoa constante.


Descobri o livro Mindfulness for Dummies (acho que não existe em português, mas este lê-se bem) e do que li até agora, considero-o super completo. Um guia muito bom para quem quer aprender mais sobre esta técnica.


Noutro post explico mais detalhes sobre como praticar, e revelo uma ferramenta que se tem tornado uma peça fundamental para me ajudar a treinar.

27 de agosto de 2013

Hambúrgueres de Aveia e Nozes

Estes têm sido os meus aliados nos dias em que não sei o que cozinhar ou estou sem paciência.

A receita é da Joana do Le Passe Vite e está «aqui». 
Já tive oportunidade de saboreá-los, feitos pela Joana e são deliciosos. Vale a pena encomendar.
Mas como a Joana vive no Porto, e uma vez que nos disponibiliza a receita, porque não fazê-los em casa?! 

Uma óptima alternativa para quem não come carne ou é vegetariano. São consistentes e podem ser degustados das mesmas formas que um hambúrguer de carne. Adoro colocá.los no pão, com ketchup, alface e queijo. Nham~~~

Para os vegans é que é mais complicado adaptar a receita, mas se alguém souber se uma alternativa aos ovos, que tenha o mesmo efeito de ligar a massa, avise-me.

Ingredientes:
Nozes / Flocos de Aveia / Cebola / Alho / Pão Ralado / Leite / Ovos / Especiarias / Sal




Num processador picar as nozes com os flocos de aveia e a cebola com o alho.
Colocar tudo num recipiente e adicionar todos os outros ingredientes. 



Misturar tudo (usar as mãos é mais fácil e eficaz) até formar uma bola e deixar a repousar. (Na receita a Joana refere 30 minutos. Mas eu deixo sempre bem mais para ter a certeza que os sabores se misturam e fica tudo apuradinho!)

Depois é só fazer bolinhas dessa massa, e achatá-las. Eu corto tiras de "filme de cozinha" para os ir colocando e embrulhar. Depois congelo-os e ficam sempre à mão para dias mais preguiçosos. 




Fritar com um fio de azeite... 
Et voilá!

Fotografia antiga, tirada com o telemóvel. Para poderem ver como ficam depois de cozinhados.