18 de novembro de 2012

Minimalismo nos relacionamentos

Minimalismo não está só em deitar objectos no lixo. A definição de minimalismo explica que viver a vida com base neste principio é ver-nos livres do que é supérfluo e/ou nos faz mal.
Dentro deste "bolo" cabem também as pessoas, mais precisamente os relacionamentos. Sejam eles amigos, colegas de trabalho ou simples conhecidos. 

Se sempre fui um pouco minimalista em muitas áreas, nesta dos relacionamentos nem sempre consegui ser implacável. Muito por culpa também, de não me saber analisar. De não saber parar para perceber como me estava a sentir e porquê, quando determinadas situações aconteciam. Por isso, deixei muitas vezes ser contaminada por pessoas tóxicas. Pessoas que não me faziam bem, que baixavam a minha auto-estima, pessoas que não me davam valor e não aceitavam a minha forma de ser, e conseguindo muitas vezes fazer-me sentir sempre em divida com elas.

Não sou mestre em ter sempre a atitude certa na hora certa, muito menos saber sempre o que fazer. Mas pelo menos consegui trabalhar uma ferramenta fundamental, que todos temos, e que tem como principio a analise do corpo e das sensações em todas as situações.
Hoje, mais rapidamente consigo identificar quem são essas pessoas tóxicas, o que as leva a ter determinados comportamentos e consequentemente poder reagir a isso. Para isso, "estar no presente" e "ouvir" o corpo é fundamental.

Mas voltando ao minimalismo, foi por todas essas razões que nos últimos anos me afastei de algumas pessoas que não me faziam bem.
Primeiro tomei consciência de que algo não estava bem naqueles relacionamentos (e esta é a parte mais fácil, porque todos sentimos isso, só não estamos é atentos aos sinais), depois foi preciso desconstruir as situações e perceber o que é que me levava a sentir desconforto. Quando percebi, foi mais fácil abdicar daquelas relações e/ou até confrontar as pessoas em causa, pois a minha saúde e bem estar está em primeiro lugar.


Pesquisei sobre o assunto e encontrei estas definições que achei fanáticas, e que descrevem na perfeição aquilo a que me refiro (está em português do Brasil mas percebe-se muito bem):  



(Já alguém teve um chefe ou colega de trabalho destes? Eu já!)



No minimalismo, o mesmo serve para aqueles cujos contactos "coleccionamos" no telemóvel ou nas redes sociais. Pessoas com quem não conversamos, que não nos interessam, nem se interessam por nós. Para quê mantê-los na "rede"?
E não se fica com menos amigos por isso, pois esses já não o são.

Mais uma vez, a sensação de libertação aqui é óptima. E recomenda-se!


1 comentário:

  1. Descobri agora o teu blog e estou a adorar :)
    Uma das coisas boas que o minimalismo me trouxe foi sem dúvida no campo dos relacionamentos.

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