17 de agosto de 2012

Destralhar #3

Ufa... é só o que me apraz dizer! Depois de pilhas de tralha no lixo, começo agora (sim só agora!) a ver a luz ao fundo do túnel, que é como quem diz o chão do meu quarto e a côr de alguns moveis que tinham pilhas de coisas para dividir e à espera de um destino (deitar fora, doar, vender, pensar).

Às vezes acho que as pessoas devem pensar que a minha casa era uma daquelas dos acumuladores de lixo, do programa que passa na TLC. Mas eu juro que não, eu sou das pessoas que conheço que mais tralha vai deitando fora ao longo da vida. Se começarem também a relativizar e a pensar nas coisas inuteis que guardam vão ver que têm tanta ou mais tralha que eu.

Vejamos por temas, o que é que mais mudou...

Papeis:

Não tenho noção das resmas de papel que levei para reciclagem. Quilos de papel que quase todos os dias amontoava à porta de casa para que na primeira ida à rua os despejasse no ecoponto.
A maior parte eram papeis da faculdade (exames, fichas de exercício, apontamentos). Coisas das quais eu nunca mais precisei. Encontrei até apontamentos do secundário!!
Tenho agora uma pilha de dossiers livres que honestamente não sei o que fazer com eles. Alguns deitei fora por estarem mais velhos mas a maior parte estão como novos e não têm uso.
JÁ AGORA, SE ALGUÉM QUISER DOSSIERS AVISE!

Ah, houve muitos papeis que antes de deitar fora digitalizei. Ocupam menos espaço, não acumulam pó e são fáceis de consultar.


Livros, CDs e Revistas:

Dividi os livros em montes:
Manter / Vender / Doar / Reciclar

- Manter: Aqueles que eram para manter voltaram para a estante porque realmente gosto deles e ainda os consulto.
- Vender: Contactei pessoas que compram livros e revistas em grandes quantidades mas não tive muita sorte. As pessoas respondiam mas na hora H sumiam do mapa. Pensei que fosse mais fácil vender livros, mas não é. Ainda assim vendi alguns a particulares.
- Doar: Quando percebi que não conseguia vendê-los rapidamente, pensei que aquilo que ia ganhar com as vendas, não ia compensar abrir mão dos mesmos. Então, fiz uma doação à biblioteca.
Assim todos ganham pois qualquer pessoa, incluindo eu, pode ter acesso aos "meus livros" e eu ganho ainda mais com o espaço livre em casa. Perfeito!

Para além dos livros doei também à biblioteca CDs e DVDs de documentários e filmes.


Usei ainda outra ferramenta, o Wikingbooks que é um site onde se podem trocar livros.
Eu coloco a minha lista de livros no site e as pessoas pendem-mos. Quando os envio, fico com Pontos que me permitem pedir também livros a outras pessoas.
O inconveniente aqui é que eu não me vejo propriamente livre dos livros, pois em troca do meu recebo outro (se quiser obviamente). Então, deve ser sempre uma troca bem pensada. Não vale a pena andar a pedir livros à toa se não vou precisar deles ou nem tenho intenção de os ler. Isso seria voltar ao mesmo erro.

- Reciclar: Esta parte não preciso explicar. Livros muito velhos e inúteis foram direitinhos para o ecoponto.


Quanto às revistas fiz uma bela selecção. Haviam imensas que já não consultava à séculos e guardava não sei bem porquê. (No fundo eu até sei porquê, com revistas que custam 3€ ou mais é natural que na hora de as deitar fora elas saltassem pro meu colo pedindo clemencia. Velhacas!).
Os CDs como referi doei alguns, outros passei o conteúdo para o computador antes de os deitar fora. E só aqueles que realmente gosto e tenho prazer em repescar para os pôr a tocar na aparelhagem (século passado) é que mantive.
Neste campo ainda não terminei o meu trabalho, leva tempo até passar tudo para o computador, mas chego lá.


Fotografias Analógicas:

Paletes de fotografias e álbuns guardados que só vamos rever quando bate a nostalgia, que é mais ou menos uma vez a cada 5 anos. Paletes de fotografias guardadas das quais não gostamos, estão repetidas ou mal tiradas.
Para quê? Para nada!

Fiz uma selecção de fotos iguais às que referi em cima e livrei-me de álbuns que não lembram ao menino jesus.
Algumas (poucas) antes de deitar fora digitalizei, porque achei que fazia sentido.
Coloquei todas as outras num álbum grande, mas que ainda está por organizar por datas. Um trabalho também por terminar.


Computador:

Sempre gostei de ter o ambiente de trabalho limpo e com um fundo apetecível. Sempre fiz por isso e vou continuar.
É tão fácil fazer nascer icons no desktop, parecem cogumelos, vão crescendo e quando damos por isso COMEM-NOS. Mentira, não comem mas atrapalham o trabalho e o bom ambiente. Tááá?!

Passei a organizar melhor as pastas de fotos. Criei pastas por anos (2010, 2011, 2012) e dentro destas pastas, outras por meses e dias. Fica MUUUITO mais fácil consultar. Nunca pensei que fosse tão mais fácil, mas é um facto e não quero outra coisa.



E muito resumidamente é isto que eu tenho andado a fazer, para agora começar a ver o meu quarto ficar mais leve e harmonioso.
Estou muito feliz com os resultados. Que libertação brutal!

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