25 de outubro de 2013

Viver à troca!

Fiquei fascinada com a Andresa Salgueiro, desde que comecei a conhecer o seu estilo de vida.
Ela basicamente "vive à troca" e isso tornou-a uma pessoa mais consciente relativamente ao seu consumo.

Adorei este post, em que ela relata como procedeu numa situação em que tinha viajado e se esqueceu do carregador do telemóvel em casa. 
Sem pensar duas vezes, o nosso primeiro impulso seria comprar um novo. Para a Andresa já não é assim.


Hoje muito por causa do minimalismo, eu sou um pouquinho (e digo um pouquinho, porque comparada com a Andresa não faço nada) mais parecida com a Andresa. Antes de comprar alguma coisa, penso sempre em alternativas. Pedir emprestado, comprar em segunda mão, comprar num modelo mais amigo do ambiente, etc.

Lembro-me que quando era mais pequena não possuíamos tantos carros. Hoje é normal cada elemento da família ter um carro, às vezes mais. Era normal pedir-se/dar-se boleia a amigos e vizinhos. Andava-se mais a pé também. 
Todos os dias várias pessoas deslocam-se de carro para um determinado sitio. Cada uma no seu carro, com espaço para mais 4 pessoas. É um desperdício. 
Sei que existe um site - genial - onde se podem combinar baleias para quem se desloca diariamente para um local. Poupando assim dinheiro e protegendo um pouco mais o ambiente.
Podíamos ter isso em conta mais vezes, até para deslocações esporádicas ou para outro tipo de coisas.

Há dias precisava deslocar-me a um local e pensei perguntar no Facebook se havia alguém que naquele dia se deslocasse de carro até ao local onde eu precisava ir, e assim me pudesse dar boleia. Mas não o fiz!
Na verdade, mais tarde acabou por não ser preciso fazer aquela viagem, mas o facto de não ter feito a pergunta prendeu-se com outras questões.
Apesar de achar que não me preocupo muito com o que os outros pensam do meu estilo de vida, dei por mim a pensar que para algumas pessoas, esse pedido seria sinonimo de alguma fragilidade da minha parte. 
Depois dei conta que esse estúpido preconceito, é a razão pela qual as pessoas preferem comprar em vez de procurar outras alternativas. (Já nem vou falar de quem tem mesmo o prazer em ostentar.)

Quero muito quebrar essa ideia, parar com os preconceitos em pedir emprestado, e já vou pedindo algumas vezes através do Facebook e directamente a algumas pessoas. 
Não se trata de ter ou não dinheiro para pagar gasolina ou pagar uma viagem num transporte publico. Não se trata de ter ou não dinheiro para comprar um livro na livraria ou pedir emprestado a um amigo/biblioteca.
Trata-se de reaproveitar, de não esgotar recursos desnecessariamente e por sua vez poupar o ambiente. 


Mais alguém costuma ter como primeira hipótese pedir emprestado em vez de ir logo comprar?


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